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Polícia Civil está concluindo inquérito sobre feminicídio

Jovem de 19 anos morreu no início do mês; suspeito pelo crime está sob prisão temporária e fica calado



Está preso temporariamente o suspeito pela morte de uma jovem de 19 anos. No início do mês, Juliana Antunes Carvalho foi levada a um hospital em Salto pelo namorado e o sogro. Ela morava em Porto Feliz.


A vítima apresentava sinais de violência. Quando a equipe do pronto-socorro do Hospital Nossa Senhora do Monte Serrat disse que estava comunicando a morte à Polícia Militar, o namorado deixou o hospital.


Ação rápida

O caso ocorreu na noite de 2 de abril, uma terça-feira e foi registrado pela Polícia Civil de Salto como morte suspeita. O delegado de Polícia Civil titular da cidade, Raony de Brito Barbedo, agiu com rapidez.


No dia seguinte ele já tinha indícios de que o crime ocorreu em Porto Feliz. O delegado ouviu a mãe do namorado de Juliana, uma mulher que mora na cidade, e obteve informações importantes sobre o caso.


Corpo frio

Na noite de 2 de abril, Carlos Damião de Oliveira levou a filha do casal à casa da mãe. Segundo o depoimento, Carlos disse que Juliana estava “passando mal” e pediu à mãe para que cuidasse da criança, um bebê de colo.


A mãe foi até o carro, encontrou Juliana “desacordada” e, ao tocá-la, sentiu que o corpo estava frio. Carlos disse que não tinha tempo para explicar o ocorrido e que iria levar a namorada ao hospital.


Vídeo

Delegado Raony e equipe buscaram imagens de câmeras de segurança nas vizinhanças da casa da mãe do suspeito. Encontraram imagens que comprovam o depoimento da mãe de Carlos.


O depoimento, mais o comportamento do namorado da vítima, embasaram o pedido de prisão temporária apresentado pelo delegado Raony ao Judiciário. A principal pergunta no caso era por que Carlos levou Juliana a um hospital de Salto e não à Santa Casa de Porto Feliz, onde o socorro seria mais rápido?


Dúvida

Ao chegar ao pronto-socorro do Monte Serrat, Carlos estava acompanhado do pai. Segundo o delegado Raony apurou, o pai permaneceu no hospital depois de Carlos fugir. O pai, segundo a equipe do hospital, disse não saber o motivo da fuga do filho.


Neste ponto da ocorrência surge uma dúvida que talvez não possa ser esclarecida. Juliana já estava morta ao chegar ao pronto-socorro em Salto? A mãe do suspeito disse o corpo da vítima estava frio.


Muito tempo

Entre a saída da casa da mãe de Carlos em Porto Feliz e a entrada no hospital em Salto transcorreu um considerável período de tempo. Há indícios de que Carlos demorou até decidir tomar o rumo de Salto, cidade onde mora o pai.


Segundo o relato da equipe do hospital à Polícia Civil de Salto, Juliana chegou ao pronto-socorro com parada cardiorrespiratória e não reagiu às manobras feitas pela equipe da emergência. Este relato não descarta a possibilidade de a vítima já estar sem vida há algum tempo.


Monitorado

O delegado nunca perdeu o suspeito de vista. Com o mandado de prisão temporária em mãos, delegado Raony pediu aos policiais de Itu e Salto para que monitorassem a movimentação do carro de Carlos. O monitoramento foi feito por meio da rede de radares inteligentes das duas cidades, que descobriram o veículo circulando em Salto.


Ao saber que Carlos tinha constituído um advogado para defender-se, delegado Raony entrou em contato com o advogado. Os dois conversaram sobre a possibilidade de Carlos apresentar-se à polícia espontaneamente. O advogado respondeu que consultaria o cliente.


Em Salto

A princípio, ficou aberta a possibilidade do suspeito apresentar-se em Itu, aonde delegado Raony estaria de plantão. O procurado, porém, não compareceu ao plantão.


Só depois de o delegado já ter ido embora, após encerrar seu plantão em Itu, é que o advogado entrou em contato. Ele iria apresentar o cliente e pedia “garantias” ao delegado. Ficou combinado que Carlos seria levado à Polícia Civil de Salto, onde foi recebido pelo dr. Raony.


Calado

Ao ser interrogado, Carlos usou do direito de permanecer calado. Ele foi preso e levado para o Centro de Detenção Provisória de Sorocaba para cumprir um período de 30 dias atrás das grades. A prisão temporária pode ser renovada por igual período, para que a Polícia Civil possa concluir as investigações.


Delegado Raony disse à TRIBUNA que está aguardado o laudo do Instituto Médico-legal de Sorocaba para encerrar esta fase do inquérito. Se o laudo atestar a morte violenta de Juliana, o delegado pedirá ao Judiciário a prisão preventiva de Carlos.


Como a TRIBUNA informou na edição do dia 5, na semana do crime, o laudo vai apontar morte violenta. Segundo uma fonte do jornal, o IML encontrou sinais de que Juliana morreu esganada.

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