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Homem em situação de rua invade obra e furta

Estava chegando a hora do almoço e o homem de 29 anos não tinha nada para comer. Passando por uma rua do Jardim Morumbi, viu um imóvel em obras e decidiu furtar alguma coisa. Pretendia vender o produto do furto para comprar comida, segundo disse ao ser interrogado pela Polícia Civil. Mas J. C. S. S. deu azar.


Alguém viu quando ele invadiu o imóvel e avisou uma equipe da Guarda Civil Municipal que estava em patrulhamento pela região. O homem foi detido por volta das 11h30 do último domingo (23). Segundo o depoimento dos GCMs, o imóvel abriga um estabelecimento comercial e está em obras. De acordo com os guardas, o acesso era fechado por tapumes; a água jorrava pela rua. O ladrão tinha levado uma torneira.


A testemunha contou aos guardas que o ladrão tinha saído do local empurrando um carrinho de mão. A testemunha também apontou a direção para onde o homem tinha fugido. A equipe localizou J. C. num terreno próximo ao imóvel invadido. Logo apareceu o dono do estabelecimento comercial, que tinha sido avisado do furto pelos vizinhos.


Ele reconheceu os objetos furtados: a torneira e o carrinho de mão. Ao ser informada do caso, a delegada de Polícia Civil responsável pelo plantão em Porto Feliz, Ana Maria Gonçales Sola, determinou que J. C. fosse autuado em flagrante por furto qualificado (com arrombamento). Ao ser interrogado, ele admitiu o furto, disse que estava com fome e que pretendia vender o carrinho e a torneira para comprar comida. J. C. negou o arrombamento.


Na versão do autuado, havia uma abertura entre os tapumes e ele entrou através dela. Disse também que encontra-se em situação de rua. A audiência de custódia foi realizada no dia seguinte, segunda-feira 24, na 1ª Vara da Comarca. O juiz de Direito Diogo da Silva Castro concedeu liberdade provisória ao autuado. Furto não é crime violento e J. C., se condenado, poderá beneficiar-se de uma pena diversa da prisão. Pelo menos ele pôde matar a fome no período em que passou detido na Delegacia de Polícia à espera da audiência.

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