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Homem é preso após agredir e ameaçar de morte a esposa

Durante crise de ciúme, o jovem de 26 anos disse que iria cortar o pescoço da vítima ‘igual a frango’


Imagem ilustrativa

As medidas protetivas não foram suficientes para dissuadir o marido de ameaçar a esposa de 28 anos. Não restou ao Judiciário outro caminho senão decretar a prisão preventiva do homem de 26 anos depois de outro episódio de violência doméstica.


De acordo com a vítima, durante nova crise de ciúme, ele a ameaçou e a agrediu. A Polícia Militar foi acionada e deteve o agressor no início da tarde desta terça-feira (4). Ele foi autuado em flagrante e preso.


‘Agitado’

Ao chegar à residência do casal, os PMs encontraram o homem na rua, “bastante agitado” — segundo o depoimento dos policiais. A mulher contou da agressão e o marido, “agressivo, esbravejava que havia descoberto uma traição de sua esposa”.


Ele foi abordado e algemado. Os policiais milita res levaram o casal à Santa Casa. “A vítima precisou ser medicada, pois estava bastante abalada com os fatos”, contaram os PMs à Polícia Civil.


Separação

Em seu depoimento, a jovem contou que casou-se com o agressor há cerca de três anos. O casal tem uma filha. G. G. S. “sempre foi muito agressivo” e “constantemente” ameaçava e agredia a esposa, segundo disse a vítima.


Por causa do comporta mento do marido, ela decidiu se separar no ano passado. Durante a separação, conheceu outra pessoa e teve um relacionamento curto. Ao saber deste relacionamento, G. G. S. “fez da vida da declarante um inferno”. Ele ameaçava a jovem de morte, chegou a quebrar o portão da casa da sogra. Nessa época a vítima pediu e obteve do Judiciário as medidas de proteção previstas na Lei Maria da Penha.


Nova violência

Como ocorre tantas vezes, a vítima acabou cedendo aos apelos do marido e concordou em reatar o relacionamento. As crises de ciúme continuaram, a ponto de o marido não conseguir dormir, fantasiando que era traído.


Na terça-feira, quando a vítima disse que ia à casa da irmã, o marido deu início à discussão. Acusou-a de sair para encontrar-se com o amante, disse que não precisava mais voltar para casa e que não permitiria que a filha dele ficasse com uma “vagabunda”.


‘Igual frango’

Sempre de acordo com o depoimento da vítima, o homem ameaçou matá-la e matar também seus familiares. Disse que cortaria o pescoço da esposa e que ela “iria morrer igual frango”. O homem quebrou os óculos e o celular da jovem e ela, para evitar uma agres são, saiu para a rua.


O homem foi atrás, agarrou-a pelos cabelos e tentou forçá-la a entrar. Segundo o depoimento, o agressor pediu uma pá para um pedreiro que tra balhava por perto e disse que iria usá-la contra a es posa. O pedreiro negou-se a entregar a ferramenta, e enquanto dos dois discutiam chegou o pai de G. G. S. A vítima acredita que o pai tenha sido chamado por vizinhos.


Versão dele

O agressor, porém, não se intimidou e passou a confrontar o próprio pai. Nesse momento chegou a guarnição da Polícia Militar. Na Delegacia de Polícia Civil, G. G. S. deu sua versão. Disse que quatro dias antes “confirmou que sua esposa estava lhe traindo com outro homem, com quem ela já havia se relacionado antes” Ao confrontá-la, ficou surpreso ao ver que a es posa “não demonstrou qualquer arrependimento e ainda sorriu para o interrogando, em tom de deboche”. Ele admitiu ter quebrado o celular “que havia comprado para ela”. Ainda segundo a versão do autuado, a esposa “saiu de casa agitando a vizinhança, pedindo para que o interrogado não a agredisse”. Ele disse ainda que as acusações da esposa são falsas.


Custódia

O delegado titular de Porto Feliz, Raony de Brito Barbedo, autuou G. G. S. por três crimes: violência doméstica, danos e ame aça. Na tarde do dia seguinte, quarta-feira (5), a juíza de Direito da 2ª Vara da Comarca, Raisa Alcântara Cruvinel Schneider, homologou o flagrante e transformou-o em prisão preventiva.


Ela concordou com o parecer do Ministério Público ao decretar a prisão. “Verifica-se ainda a existência de medida protetiva anterior, cuja ineficácia aponta para o esgotamento das medidas cautelares diversas da prisão”, diz um trecho da decisão.



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