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Câmara decide ouvir secretário a portas fechadas

Conforme a TRIBUNA já havia antecipado, o secretário de Educação, Celso Iversen, foi até a Câmara nesta quarta-feira (22) para participar de uma reunião com os vereadores. O convite informal partiu do presidente do Legislativo, Paulo Benedetti.


A pauta da reunião foi sobre o processo licitatório da alimentação escolar, alvo de denúncias recentes ao Ministério Público Estadual; e para saber sobre a qualidade das carnes recebidas nas escolas. Iversen foi acompanhado dos servidores da Coordenadoria de Alimentação Escolar e do setor de licitações da Prefeitura.


Participação

Participaram da reunião os vereadores João Fávero, Cássio Carlota, Ciro Valdez, Teko Gutierre, Marcelo Tuani e Luís Diniz (os dois últimos representados por seus assessores Jeovani Zauro e Guilherme Malavasi). Os vereadores Lu Caballero, Adilson Casagrande e Marcelo Pacheco, mesmo presentes à Câmara Municipal, preferiram não participar.


Portas fechadas

O descontentamento dos três edis surgiu com a decisão do presidente de fazer a reunião em seu gabinete. “De portas fechadas, não. Queremos a presença da imprensa”, disseram.


Faça o que eu digo...

...mas não faça o que eu faço! O vereador Marcelo Pacheco no calor da emoção do momento, teria dito que a Câmara não pode realizar reuniões a portas fechadas. O vereador esquece que, como presidente do Legislativo, assim como outros presidentes, promoveu algumas reuniões da mesma forma. Algo normal, que acontece no Senado e na Câmara dos Deputados. Uma reunião entre vereadores.


Cadê?

Este colunista estava presente à Câmara e até um pouco mais da metade de reunião era o único representante da imprensa no local. Somente depois, outro jornalista apareceu.


Convite

De acordo com a assessoria do presidente da Câmara, nenhum dos vereadores ou assessores deixou de ser convidado para fazer parte da reunião. A decisão administrativa de promover a reunião em seu gabinete foi devido ao convite informal feito ao secretário, que teria prontamente se colocado à disposição.


Como é

A assessoria de imprensa da Câmara enviou release à TRIBUNA informando que o secretário relatou como funciona o processo de entrega, armazenamento, distribuição e manutenção dos alimentos que compõem a alimentação escolar, bem como das atribuições dos profissionais envolvidos. Sua equipe apresentou, em seguida, as etapas do processo licitatório e esclarecimentos sobre pontos apontados na denúncia.


Próximos passos

O material enviado à imprensa diz ainda que “os vereadores aguardam o andamento e conclusão das investigações do Ministério Público para caso necessário, seguir com a fiscalização e providências legais cabíveis”.


Minha opinião

A reunião poderia, sim, ter sido efetuada no plenário, até por motivos de ter transcorrido de forma tranquila. No entanto, não existe nenhum dispositivo que impeça o Legislativo de promover reuniões dentro dos gabinetes, a portas fechadas.


Diferente seria se houvesse a convocação do secretário ou ainda se o próprio quisesse se manifestar em sessão de Câmara.


Enquanto imprensa, sempre queremos ter as portas abertas para qualquer cobertura jornalística e pela lisura das informações, mas erra o vereador que prefere não participar da reunião e perde oportunidade em questionar o secretário sobre um assunto importantíssimo para a sociedade.


Vereadores, lembrem-se que representam os anseios dos seus eleitores. Estes, obviamente, não podem com parecer todos à reunião, mas certamente querem saber das explicações da Prefeitura. Perderam oportunidade de ouvir, perguntar e até, após a reunião, criticar, caso não se sentissem contemplados com as explicações.


Márcio Yamamoto, jornalista e consultor político, especial para a TRIBUNA

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